Quando se fala em perguntar ou responder perguntas, logo se pensa "que coisa tão fácil!".
Eu acreditava ser mesmo, mas percebi com a aula presencial que não é bem assim.
Fazer uma pergunta a respeito de algo que se tem dúvidas é fácil, mas para quem responde não é tão fácil assim. Percebi com a aula que existem perguntas de fácil resposta, pois sem muitos rodeios se consegue responder, porém as vezes nos são feitas perguntas que não conseguimos responder de forma clara e objetiva, pois as respostas dependem de cada pessoa (cultura, religiosidade, política e social).
Acredito ser um tema onde não existe resposta mais produtiva ou menos produtiva, mas sim respostas que devem ser bem formuladas de forma a esclarecer a dúvida de quem lança a pergunta.
Quando se lança um desafio deste tipo com crianças, temos que estar preparados para todos os tipos de perguntas, pois são muitas as dúvidas nas mentes férteis de nossos pequenos, e principalmente, porque quando eles perguntam já tem de certo modo uma resposta.
Acredito que esta é uma atividade muito produtiva para o educador, que acaba conhecendo um pouco mais a vida cotidiana de seus alunos, e consequentemente aprendendo um pouco mais sobre os reais interesses das crianças.
Esta atividade ao meu ver deve ser bem pensado antes de ser aplicada com as crianças, pois não é uma atividade de uma aula, mas sim de várias, pois deve ser de estímulo ao aluno, e porque não ao professor, a fazer pesquisas, debates sobre as respostas, uma verdadeira conversação entre aluno, colegas e professor.
Um comentário:
Oi Edinei,
Foi um prazer imenso encontrar uma postagem no teu blog e te sentir "presente" de novo. Além disto, apreciei muito a profundidade da tua reflexão sobre o desafio de formular ou deixar os alunos formularem perguntas. Concordo que esta não seria uma atividade para um único encontro, nem mesmo com vocês deveria ter sido. A atividade começa a ficar interessante na medida em que se compartilham as dúvidas, se formulam outras perguntas ou surgem obstáculos às respostas. Vamos continuar discutindo e pensando sobre isto, aqui e em outros espaços...
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie
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