sexta-feira, 2 de outubro de 2009
LINGUAGEM E EDUCAÇÃO
As formas de falar, de se expressar mudam de acordo com regiões, grupos sociais, profissões e situações. Não falamos da mesma forma com todos. Cada ocasião, cada pessoa exige um tratamento uma forma de falar que pode ser mais culta, mais coloquial ou até mais simples.
Ao escrevermos também mudamos, pois quando pensamos em redigir um ofício a uma autoridade, por exemplo, temos que obedecer algumas normas técnicas que, ao escrevermos um bilhete a um amigo, já não precisamos nos preocupar tanto com o português culto.
Assim há diferenças entre a fala e a escrita, pois acredito que a fala é dinâmica, está em movimento e diretamente ligada ao contexto, ao momento vivido, é mais informal.
Já a escrita é mais pensada, é mais planejada na busca das palavras e seus significados, pois há uma norma padrão de escrita, com regras ortográficas definidas e que devem ser seguidas, independente de sotaques ou dialetos.
Portanto o que falamos é aprendido culturalmente desde que começamos a falar e está inserido na nossa cultura, na nossa geração, já o que escrevemos é o que aprendemos na escola, nos padrões escolares independente da nossa cultura, pois são regras padrões e que quem não as segue acaba sendo tachado de ignorante ou analfabeto.
Já no módulo 2 falamos sobre letramento e as práticas de alfabetização na escola, para este trabalho tivemos o auxilio de um texto de KLEIMAN, 2006.
Letramento pode ser definido como um conjunto de praticas sociais que usam a escrita, enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contrastes específicos para objetivos específicos (cf. Scribner e Cole. 1981).
Para Kleiman a escola se preocupa apenas com um tipo de letramento que é a alfabetização.
E segundo Freire, 1980, a alfabetização é capaz de levar o analfabeto a organizar e desenvolver sua criticidade e seus pensamentos.
Sendo assim, podemos constatar que letramento é a linguagem da criança, da oralidade, relações sociais e ações para escrita. As capacidades formais e informais, familiar, escolar e religiosa com a pratica social de uso da escrita, ligados a uma capacidade de explicitação verbal do raciocínio, de verbalização do conhecimento, que valorizam não apenas o saber, mas o saber como fazer.
Na maioria das vezes, o letramento e escolarização se dão simultaneamente, pelo fato de a escola ser hoje, em quase todas as sociedades modernas, a principal agencia de letramento.
Não cabe perguntar, numa estrutura alternativa “letramento ou escola”. Escola é letramento e dele decorre, quer suas práticas sejam orais ou escritas, quer haja ou não texto escrito sendo utilizado em sala de aula. Logo, só pode ser admitida uma estrutura adjetiva: “letramento escolar”.
DIDÁTICA
Didática é a arte de ensinar, é como transmitir, orientar, mediar a educação. São métodos e recursos utilizados, são estratégias para se alcançar os objetivos, sempre visando o aluno, as suas vivências, o seu cotidiano (realidade).
Acredito que é na didática que o professor busca subsídios e orientações para auxiliar os alunos no seu crescimento e aprendizagem.
Gostaria que meus alunos conseguissem olhar o mundo com um olhar mais critico e próprio de cada um deles, onde não tivessem medo nem vergonha de dizer o que pensam e sentem. Que eles aprendam e compreendam os verdadeiros valores da vida, como a amizade, a família, o afeto, e que eles tenham uma percepção do que é real e do que é fantasia. Fazer com que eles acreditem na sua capacidade de produção.
Em uma segunda atividade estudamos as obras, idéias e conceitos de Comênio, considerado o pai da didática, contribuem até hoje no nosso dia-a-dia, pois vivenciamos no nosso cotidiano escolar os pressupostos de como ensinar de maneira diversificada e atrativa ao nosso aluno, respeitando e acompanhando o ritmo de aprendizagem e o estagio de cada um, onde a educação e o conhecimento são vivenciados por meio de atividades desafiadoras e significativas, na formação do homem critico em sua totalidade.
Entre as idéias de Comênio, estava à necessidade de se trabalhar de forma interdisciplinar, o que atualmente em nosso cotidiano escolar ainda há profissionais que encontram dificuldades em utilizar esta metodologia de trabalho, estando presos a disciplinas isoladas, sem conexão entre si e nem com a realidade dos alunos.
Percebi através das leituras o quanto as idéias de Comênio eram avançadas para o século em que vivia, e o quanto ainda estamos atrasados e despreparados, no século XXI para tais idéias.
No enfoque temático 4 vimos um pouco de Currículo Integrado com um fragmento de Hilton Japiassu e o texto de Santomé (1998), onde pude perceber que com a globalização da informação e do crescimento econômico em vários setores, a sociedade busca atualmente, muito mais do que mão-de-obra, busca profissionais completos, preparados para o mercado de trabalho e assim, cabe as escolas formar este cidadão critico e atuante na sociedade em que vive.
Para que isso aconteça é necessário rever o currículo, buscando no cotidiano e na identidade cultural do aluno, conteúdos que desenvolva o pensamento e a liberdade de escolha, ou seja, um currículo vivo e flexível as reais necessidades do novo perfil de aluno, de economia e de sociedade que temos.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
PAs
Ao darmos continuidade ao PA, nos deparamos mais uma vez nas nossas certezas e dúvidas, as quais para nós ja estavam sanadas, porém com os comentários da Roberta, paira sobre nós novamente a sensação de estarmos fazendo "tudo errado".
Aqui nossas certezas parecem dúvidas para ela e nossas dúvidas respondem nossas certezas.
Pude observar que muitas vezes uma pequena palavra pode fazer toda a diferença, pois muitas coisas apenas foram alteradas algumas palavrinhas e assim, deixamos mais ou menos corretas.
Na aula do dia 18/06 numa conversa que pude acompanhar da Profª Nádie, com um outro grupo de PA, consegui me tranquilizar um pouco mais sobre todo este processo de construção.
Consegui perceber que um PA, não é algo que se busca e pronto se acaba o projeto com um ponto final, mas sim que um PA é um aprendizado sem fim( foi o que entendi).
Não se pode dar fim a um PA, pois sempre podemos ir além, buscar mais, e isto pode ser feito com nossos alunos, fazendo com que eles busquem sempre conhecimento sobre o que lhes interessa, se acharem que esta muito cansativo, com ceteza eles mudaram de interesse, ai surgirá um novo PA, para buscar o que querem saber.
Com as minhas certezas sobre um PA e minhas dúvidas com relação a ele, vou seguindo nesta caminhada, que esta cada vez mais perto do "fim",o que me faz continuar, pois ja passei por momentos muito difíceis para desistir agora....
terça-feira, 26 de maio de 2009
PSICOLOGIA
Estudar as teorias Piagetianas esta sendo muito importante para o meu crescimento profissional e ouso em dizer pessoal.
Com a leitura do texto de Tânia B. I. Marques, Epstemologia Genética e a construção do conhecimento, pude perceber e aprender sobre as fazes, estágios de desenvolvimento de uma criança.
Também me apropriei da leitura do livro Psicologia da Aprendizagem, de Gerson Marinho Falcão.
As investigações de Piaget determinam o papel da interação social sobre o desenvolvimento da inteligência do individuo em quatro estágios.
1º estágio: Sensório-motor (0 a 2 anos)
Este é dividido em 6 subestagios:
1º- Exercícios de reflexos (1º mês)
2º- Reações circulares primárias (1º ao 4º mês)
3º- Reações circulares secundárias (4° ao 9º mês)
4º- Coordenação dos esquemas secundários (9º ao 12º mês)
5º- Reação circular e esquema terceário (12º ao 18º mês)
6º- Combinação mental dos esquemas (18° ao 24° mês)
2º estágio: Pré-operatório (2 a 7 anos)
O maior estágio do desenvolvimento segundo Piaget.
3º estágio: Operatório- concreto (7 a 11 anos)
A criança desenvolve o uso do pensamento lógico.
4º estágio: Operacional formal ( a partir dos 12 anos)
Neste estágio, as estruturas cognitivas tornan-se qualitativas, e o individuo torna-se estruturalmente apto a aplicar operações lógicas.
Estas são algumas das minhas aprendizagens...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
QUESTÕES ÉTNICO RACIAIS
Hoje os quilombos são territórios de residência cultural e deles fazem parte grupos étnicos raciais que assim se identificam, como e o caso do povo de Casca, que visitamos.
Com trajetória própria, dotados de relações territoriais especificas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a luta à opressão histórica sofrida, eles se auto determinam comunidade negra de quilombo, dados os costumes, as tradições e as condições sociais culturais e econômicas.
Resgatar as origens, a memória, a identidade e a história de um povo, requer pesquisa e estudos meticulosos, porém, mais importante ainda é manter-se como um povo e poder estar reivindicando seus direitos enquanto cidadãos pautados no desafio e na ousadia destinados a promoção da igualdade racial que é o que os quilombolas de Casca buscam.
A realidade esta próxima de nós, e mesmo assim muitas vezes a negamos na maneira de ver, sentir e agir, deixando marcas nas nossas relações pessoais e sociais.
O reconhecimento das áreas onde vivem, ocupadas por estes negros descendentes de escravos, como terras remanescentes de quilombos, é uma das principais lutas do povo de Casca, e essa é uma das tantas reparações que a sociedade deve a eles, que sofreram o horror da escravidão.
Esta foi uma saída de campo bem interessante, pois tivemos a oportunidade de ver seus costumes e tradições.
domingo, 22 de março de 2009
Projeto de Aprendizagem
Falar em pesquisa para mim era até então uma coisa simples, pois surgia um assunto para pesquisa e bastava recorrer aos livros, jornais, revistas, internet e pronto, la estava a resposta para todas as dúvidas.
Surge então no eixo V o "Projeto de Aprendizagem", o qual veio de encontro com todos os meus conceitos de pesquisa, de tudo que até então tinha aprendido como método de pesquisa ao longo de meus estudos.
Percebi e APRENDI que um PA se compõe de etapas, entre elas quais as dúvidas e certezas que temos sobre um determinado tema central (pergunta chave), com o cuidado de o tema central não ser muito abrangente e é claro que minhas certezas não respondam minhas dúvidas.
Pude perceber que uma pesquisa também não vem com uma pergunta definida, que através de um tema inicial pode-se percorrer muitos caminhos os quais podem nos levar á vários rumos, devendo ai termos o cuidado de não desviar a pesquisa do eixo ou foco central.
Como disse a professora Nádie:
"Um projeto de aprendizagem nos abre novas possibilidades, ele pode ser interdisciplinnar, ele nos leva por caminhos que não temos como prever inicialmente."
Quanto ao copiar e colar de nossos alunos, conforme a professora Eliana colocou, acredito sim que não é um erro deles, mas sim da metodologia aplicada por nós, metodos estes, que nos foi passado até então, mas que, a partir de agora começa a tomar novos rumos e formas.