Nossa primeira atividade nesta interdisciplina foi sobre leitura , escrita e oralidade, com um texto de DALLA ZEM;TRINDADE, 2002, onde pude perceber a diferenciação em relação a fala a escrita e a oralidade pois ha muitas discussões acerca destes temas, principalmente porque o Brasil é um país multicultural . Como temos a influência de vários povos que migraram para nosso país, sofremos com isso a influência de várias culturas, dialetos, gírias e linguagens.
As formas de falar, de se expressar mudam de acordo com regiões, grupos sociais, profissões e situações. Não falamos da mesma forma com todos. Cada ocasião, cada pessoa exige um tratamento uma forma de falar que pode ser mais culta, mais coloquial ou até mais simples.
Ao escrevermos também mudamos, pois quando pensamos em redigir um ofício a uma autoridade, por exemplo, temos que obedecer algumas normas técnicas que, ao escrevermos um bilhete a um amigo, já não precisamos nos preocupar tanto com o português culto.
Assim há diferenças entre a fala e a escrita, pois acredito que a fala é dinâmica, está em movimento e diretamente ligada ao contexto, ao momento vivido, é mais informal.
Já a escrita é mais pensada, é mais planejada na busca das palavras e seus significados, pois há uma norma padrão de escrita, com regras ortográficas definidas e que devem ser seguidas, independente de sotaques ou dialetos.
Portanto o que falamos é aprendido culturalmente desde que começamos a falar e está inserido na nossa cultura, na nossa geração, já o que escrevemos é o que aprendemos na escola, nos padrões escolares independente da nossa cultura, pois são regras padrões e que quem não as segue acaba sendo tachado de ignorante ou analfabeto.
Já no módulo 2 falamos sobre letramento e as práticas de alfabetização na escola, para este trabalho tivemos o auxilio de um texto de KLEIMAN, 2006.
Letramento pode ser definido como um conjunto de praticas sociais que usam a escrita, enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contrastes específicos para objetivos específicos (cf. Scribner e Cole. 1981).
Para Kleiman a escola se preocupa apenas com um tipo de letramento que é a alfabetização.
E segundo Freire, 1980, a alfabetização é capaz de levar o analfabeto a organizar e desenvolver sua criticidade e seus pensamentos.
Sendo assim, podemos constatar que letramento é a linguagem da criança, da oralidade, relações sociais e ações para escrita. As capacidades formais e informais, familiar, escolar e religiosa com a pratica social de uso da escrita, ligados a uma capacidade de explicitação verbal do raciocínio, de verbalização do conhecimento, que valorizam não apenas o saber, mas o saber como fazer.
Na maioria das vezes, o letramento e escolarização se dão simultaneamente, pelo fato de a escola ser hoje, em quase todas as sociedades modernas, a principal agencia de letramento.
Não cabe perguntar, numa estrutura alternativa “letramento ou escola”. Escola é letramento e dele decorre, quer suas práticas sejam orais ou escritas, quer haja ou não texto escrito sendo utilizado em sala de aula. Logo, só pode ser admitida uma estrutura adjetiva: “letramento escolar”.
Um comentário:
Oi Edinei,
Fiquei aguardando teu retorno acerca da postagem anterior sobre a interdisciplina de Didática, pois imaginei que meu comentário te faria refletir sobre uma prática que se repete aqui: a reprodução de atividades realizadas nas interdisciplinas, mas não recebi teu retorno.
Como já destaquei não é esse o propósito do Portfólio e postagens que representam apenas transcrição de atividades não serão consideradas para efeitos de avaliação.
Beijos, Rô Leffa
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